ola novamente. Depois de muito tempo ausente, retorno.nem adianta dizer que estava ocupada; seria pura hipocrisia. Estava em mais uma daquelas fazer baixas da espiral da vida, vocês devem saber qual é. Um pouco estressada, um bocado desesperada, meio desolada… Mas, aparentemente, tudo esta voltado aos trilhos, agora.
Acabei de ler Irmãos Karamazov. Yey! Os personagens são tão reais que você até esquece o quão a historia é clichê dentro do universo Dostoiévsky, conforme o esquema abaixo.
Situação inicial _\ Crime ——–>Se culpado, culpa, arrependimento, necessidade de flagelação
Personagém propício ao crime –/ \
. \—->Não culpado, ainda se sente responsável por algo e quer pagar de alguma forma. Outro personagem descobre quem é o real culpado, sente-se cúmplice, sente a culpa, culpa e necessidade de expiar sua responsabilidade.
Gostei em especial da forma que os personagens foram construindos, mostrando a tendência a algumas faculdades relacionas mas que, em um picas de olhos, podem ser abaladas conforme os acontecimentos. Isto acontece quando o bravo e sólido Mitia [Dmitri] se apaixona, quando o casto e bom Aliócha [Aliekisei] fica desolado com a morte do startiez e deseja até perder-se na vida e quando o intelectual Vanka [Ivan] descobre o que de fato se passou na noite fatidica, se sente terrivelmente responsável e perde todas suas faculdades mentais em delírios sem fim.
Estas bipolaridades não sugiram do nada ou simplesmente apareceram nos personagens, elas sempre estiveram com eles, não importa como eles aparentavam ser. Assim, o autor mostra a heterogenia humana, muito frágil, que pode ser desperta por qualquer acontecimento.
Cintei os três personagens principais, os irmão karamazov, mas quase todos os personagens passam por isto; a boa e pura Lise, quando rejeitada, mostra claros sinais de sadismo e masoquismo; a culta e contida Cátia passa a ter ataques de histeria e se apaixona por dois homens distintos; o garoto “mau” Iliuschka torna-se incrivelmente bom, perdoando a todos sendo generoso.
Dostoiévsky não fez todas estas mudanças ao acaso; acredito que o que ele gostaria de mostrar é que todos nos, diferente do que se dizia na época, não somos puro fruto de nossos genes e do meio en que vivemos. Embora nosso passado, acendência e habilidades interfiram muito no que somos, os acontecimentos presentes a a forma que nos possicionamos perante a eles engendra estas mudanças de polo, que podem ser passageiras ou não. Et c’est finit.




